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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS ESTÃO A AUMENTAR NÍVEIS DE STRESS DOS OCEANOS

Mäyjo, 19.05.17

Clouds of reef fish and corals, French frigate shoals, NWHI

As alterações climáticas estão a stressar de forma séria os oceanos, colocando cada vez mais pressões sobre os ecossistemas marinhos. A conclusão é de um novo estudo que avaliou as pressões humanas nos oceanos – desde a acidificação à pesca intensiva – para criar um mapa com os pontos mais vulneráveis a estas pressões.

 

Uma das principais conclusões é que dois terços dos oceanos do planeta estão sob pressões crescentes e que as alterações climáticas estão entre os fatores que mais contribuem para este stress.

Embora o mapeamento dos pontos mais vulneráveis dos oceanos não forneça uma visão global nem indique como as pressões estão a ter impacto nos vários ecossistemas, investigadores que não estiveram envolvidos no estudo indicam que a nova investigação é um passo importante para perceber a real situação dos oceanos e para informar os decisores políticos.

“Parte nenhuma dos oceanos escapa à influência humana”, escrevem os autores no estudo, publicado na revista científica Nature Communications, cita o Discovery News. Esta influência provém diretamente dos escoamentos agrícolas que vão directos para o mar e de outros agentes poluentes, ou de agentes indirectos, como o aumento das temperaturas e a quantidade de dióxido de carbono presente nas águas, que resulta das emissões humanas de gases com efeito de estufa. Cerca de 97% dos oceanos estão sob a influência de mais de um destes agentes stressantes.

A equipa de cientistas, liderada por Benjamin Halpern, da Universidade da Califórnia, analisou uma vasta gama de dados relativas a estes agentes, 19 no total, que foram recolhidos de satélites, modelos computacionais e registos de pesca. Os dados analisados são relativos ao período entre 2008 e 2013.

Os investigadores perceberam que 66% dos oceanos sofreram um aumento das pressões humanas ao longo deste período. Regiões costeiras e águas tropicais e subtropicais são dos locais mais vulneráveis aos impactos.

O estudo concluiu ainda que os impactos provocados pelas alterações climáticas eram dos principais fatores de stress que afectavam os oceanos.

Foto:  Zip250 / Creative Commons

A Natureza a falar - Coral

Mäyjo, 02.04.17

 

«Sou o Coral
Algumas pessoas pensam que sou apenas uma pedra
Mas, na realidade, sou a maior coisa viva neste planeta.
Sou tão grande que posso ser visto do espaço.
Mas por quanto tempo?
Eu cresço há quase 250 milhões de anos
E os humanos chegaram e um quinto de mim já desapareceu.
Claro, eu vivo no fundo do mar
E podes não me ver muitas vezes
Mas precisas de mim.
Sabes que um quarto de toda a vida marinha depende de mim?
Sou o berçário do mar.
Os peixes pequenos dependem de mim para alimento
E como esconderijo dos grandes peixes.
E adivinha quem precisa dos peixes grandes?
Certo, tu precisas!
Sou a fábrica de proteínas do mundo
E tu sobes a temperatura do oceano, e eu já não posso viver aqui.
Quando as grandes tempestades e tsunamis atingim o oceano,
Eu sou uma fortaleza.
E tu rebentas-me com dinamite e envenenas-me com cianeto.
Eis uma ideia maluca:
Para de me matar!»
 
Um vídeo de Conservation International com locução de Ian Somerhalder. 

LIMPA (A) FUNDO: UMA INICIATIVA PARA TORNAR O MAR DOS AÇORES MAIS LIMPO

Mäyjo, 24.01.17

mar-dos-acores

Decorreu mais uma edição da Campanha Limpa (A) Fundo, no dia 19 de Novembro último, no Porto da Horta, Açores, e que quis despertar consciências para a necessidade de tornar os mares mais limpos.

 

À semelhança do que aconteceu em edições anteriores, esta ação estava inserida na iniciativa Clean Up the World e na Semana Europeia dos Resíduos, duas iniciativas ligadas.

No dia em que se comemora o dia Nacional do Mar, o OMA- Observatório do Mar dos Açores e a APEDA- Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores juntaram-se a esta ação, bem como às posteriores comemorações alusivas a este dia, que decorreram um pouco por todo o país.

Foto: Jornal da Praia

 

EXPEDIÇÃO DESCOBRE ILHAS PERMANENTES DE LIXO NO PACÍFICO

Mäyjo, 20.10.15

Expedição descobre ilhas permanentes de lixo no Pacífico

Em 1997, o capitão Charles Moore tornou-se conhecido ao descobrir uma enorme ilha de lixo no Pacífico, durante uma viagem de barco entre Los Angeles e Honolulu – uma corrida e não viagem, na verdade.

Desde então, muitos têm comprovado a existência desta ilha, que se acredita ser do tamanho do estado norte-americano do Texas. Recentemente, vários investigadores voltaram com Moore ao local e descobriram que existem outras ilhas permanentes de lixo à volta deste gigantesco mar de resíduos.

O regresso de Moore a esta porção de lixo teve como objectivo avaliar o impacto deste na vida marinha. Desde que encontrou este mar de plástico, Moore criou o Algalita Marine Research Institute, uma organização sem fins lucrativos focada na redução de poluição marinha.

No entanto, Moore ficou ainda mais chocado quando percebeu que, para além de vastas quantidades de plástico que deambulam no local, existe uma ilha de lixo permanente com mais de 15 metros. A ilha é em tudo idêntica a uma ilha normal, com rochas na costa, vida marinha e biodiversidade. Mas não só é artificial como é feita de lixo.

“Encontrámos sinais de permanência. E haverá um novo mundo flutuante de plástico se não pararmos com a poluição”, explicou Moore ao Live Science.

Um dos estudos mais recentes dá conta que 35% dos peixes encontrados nesta região comeram plástico em alguma parte da sua vida. Agora, estas ilhas de plástico estão cada vez mais a integrarem-se na biodiversidade, com consequências imprevisíveis.

10 DAS MAIORES AQUACULTURAS DO MUNDO

Mäyjo, 22.09.15

Há muito que a aquacultura – ou processo de produção de vida marinha, como peixes, moluscos, crustáceos, répteis ou anfíbios, em ambientes controlados, para uso do homem – é praticada: os primeiros registos datam de há 4.000 anos, no Egipto, com a tilápia-do-Nilo.

Ainda assim, só nos últimos anos o processo se democratizou e se espalhou por todo o mundo, de forma a tentar contornar o decréscimo intenso dos stocks de peixes.

Japão, China ou França são alguns dos países que estão a alterar o seu ambiente para alimentar o globo, explica o Mashable, mas também em Portugal se investe na aquacultura. A tendência é que cada vez mais fábricas de aquacultura sejam desenvolvidas, algumas, inclusive, em locais inóspitos. Mas fará isso sentido?

10.Sudoeste da França

 

Leia também o artigo Mito – A Aquacultura polui o Ambiente, escrito por Ricardo Calado Investigador Principal do Departamento Biologia & CESAM da Universidade de Aveiro.